DISCORDAR NÃO É CRIAR DISCÓRDIA...

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VOZ MUDA OUVIDOS SURDOS

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Itabuna, Bahia, Brazil
Baiano, não soteropolitano, temente a Jah, amante da família, das mulheres, do Reggae, da cerveja e do FLAMENGO.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

FUTEBOL NO PAÍS DA MENTIRA…

imageSou fã do futebol e de vários outros esportes.
Fico lendo, ouvindo e vendo tudo sobre esporte e além de esporte, antes que me critiquem e me chamem de alienado, fico observando tudo que acontece no mundo, além de fazer parte do meu trabalho, faz parte do meu jeito de ser.
Quando estão na preparação da seleção brasileira de futebol, coisa que apesar de muitos acharem desnecessária, faz parte do cotidiano de parte esmagadora dos brasileiros, a imprensa esportiva, coisa que aocmpanaho de perto, tem um lado engraçado e até bobo da corte.
Pior que ver a seleção desfigurada, por falta de bons jogadores, por falta de administração da CBF, etc e tal, é ler , ouvir e ver os comentários sobre a seleção.
Na TV que transmite o jogo a crítica fica só em cima do treinador ou de algum jogador mais famoso, pois eles precisam manter as aparências e faze de conta que a CBF vai muito bem e os outros problemas vão bem também. Eles já fritaram Dunga e agora vão fritar o Mano. O mesmo R10 que está sendo criticado por todos por Mano tê-lo levado é o mesmo, que estava pior ainda no Milan, que foi exigido ao Dunga que o levasse.
Infelizmente os problemas que afligem a seleção e que sempre afligiram não são revelados e mais quem queira, agora que a net dá esta liberdade, fica postando um monte de abobrinhas.
O pior da imprensa é mentir para produzir suas críticas.
Não sou advogado do diabo e nem defendo este ou aquele, mas os fatos são:

- Mano Meneses não tem como definir um time, pois as convocaçõs sofrem com pedidos de dispensa e etc.

- Mano não pode convocar os que estão melhores no momento, pois teria que convocar uma seleçaão a cada jogo.

- Os pedidos de jogadores fica vazio quando os jogadores pedidos não são de melhor qualidade (Comprovável) que os que foram convocados.

São vários outros pontos que podem facilmente ser descartados, pois a crítica é histérica.

No jogo de ontem contra a Bósnia, foram quatro os eleitos para “Cristo”. Mano, Ronaldo, David e Julio.

- Mano foi criticado por ter deixado Ganso no banco, mas ele explicou em entrevista, não divulgada pela Globo, que não colocou o Ganso de primeira pois o mesmo tinha jogado pelo campeonato paulista e feito uma viagem complicada e que também queria deixar o Ronaldo se recuperar. ele pode ter errado na opção, mas futebol é opção.


01 – todos sabem que Ronaldo ainda é um grande nome no mundo do futebol e ele leva torcedores, ele foi duas vezes melhor do mundo, tem curriculum e é muito mais fácil tentar recuperar um craque que fazer um.
02 – Ganso vem de um momento horrivel e só agora em poucos jogos do campeonato paulista que ele vem recuperando a forma física.

- A seleção foi criticada por não jogar bem e por falta de estrutura tática.

01 – Como conseguir estrutura tática sem treino? Quantas vezes o Brasil pode treinar?
02 – Para conseguir a consistência tática é necessário testes e os jogos preparatórios, que foi o caso de ontem, servem para isto e ele testou três volantes sendo q ue um saindo pela direita, coisa que quase deu certo quando Hernanes por duas vezes apareceu na área.

Existem vários outros pontos que as criticas histéricas dos ditos jornalistas, que para mim não passam de fofoqueiros com diploma, que podem ser derrubados facilmente mostrando a verdade.

Que a seleção está ótima, todos sabem que não, mas nunca tivemos uma seleção maravilhosa como falam, até a seleção que ganhou uma copa de forma maravilhosa, que foi a de 70, não tinha uma definição neste mesmo perído faltando dois anos para a copa.
Quem dera que assim como no futebol a politica e as necessidades sociais do brasil fossem tratadas com a verdade.
Que pena que nós brasileiros adoramos a mentira.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

NÃO CONFUNDA EDUCAR COM ADESTRAR.

Educar não é adestrar.Cresce o sentimento do brasileiro em busca da educação da população e isto é benéfico para a formação de uma sociedade organizada, pois todos temos a consciência que a educação liberta.
A educação formal é artigo de luxo, ainda, no nosso Brasil e sempre é usada em tentativas de rebaixar pessoas que não tiveram acesso a ela. Bate-se no peito e grita-se bem algo que tem curso disto ou daquilo e/ou é pós graduado. É vero que estamos aumentando o número de pessoas com terceiro grau e pós graduados, mas fica a pergunta: Estamos melhorando a qualidade do ser humano brasileiro?
A educação formal está sendo suficiente para podermos ter cidadãos mais conscientes e menos favoráveis à grande mazela social do Brasil, que é a corrupção, em todos os níveis?
A Igreja Católica que já participou de verdadeiras frentes contra a arte e a cultura e que em seu passado tinha as rédeas da educação formal como forma de manter a população direcionada para seus preceitos e dogmas, lança este ano no Brasil uma campanha demonstrando preocupação com a educação, me resta saber de que educação ela está preocupada, se a educação formal ou a educação, dita, de berço, a educação familiar.
Sem a educação familiar estamos formando verdadeiros rebanhos, pessoas alienadas que adquirem conhecimento, mas não se formam cidadãos apenas profissionais, na maioria com interesses pessoais bem aflorados e pouco se preocupando para o bem estar social daí eu pergunto: Estão educando ou adestrando?
São várias coisas que devem ser pensadas nessa cruzada a favor da educação, que eu creio ser válida, mas precisa ser pensada a cada passo, afinal ainda temos a dificuldade de transformar esta educação formal em algo relevante para toda a sociedade. Temos o aumento de escolas particulares e com isto os desmandos que é comum ao empresário brasileiro, tem muita gente interessada em apenas ganhar dinheiro e pouco compromisso com a educação como forma de mudança da sociedade brasileira, vendem sempre a educação como forma de alavancar a vida pessoal e não como arma contra a dispersão da sociedade.
Ainda precisamos mudar os métodos de ensino, os conteúdos e outras coisas mais, para melhorarmos a qualidade , pois a quantidade está sendo aumentada a contento.
Em outra ocasião discutia sobre alguns assuntos com amigos e me foi mostrada estatística, sem grande relevância é verdade, sobre a melhoria educacional que os evangélicos, pois, segundo ele, o ingresso à denominação religiosa força-o a ler mais e por consequência aumenta seu grau de educação, o que tem que ser ressaltado que esta pessoa melhora seu conhecimento sobre algo específico e aumenta, em alguns casos, a sua resistência sobre questões pontuais da sociedade e assim fazem parte de uma massa que busca o atraso social.
Uma das grandes falhas no ensino, na minha opinião, que não é profissional, é a falta de conhecimento sobre nossa verdadeira história, ou seja, o aumento curricular de assuntos como a história do índio brasileiro para combater a discriminação para como nossos ancestrais bem como a história do continente africano, para da mesma forma darmos combate a imbecilidade de acreditar que tudo relacionado com a África é fome, miséria e magia negra.
EDUCAR NÃO É ADESTRAR.
Não tome a frase como um soco no estômago, apenas pense e repense sobre ela.


(E.DU.CAR)

v.td.
1 Promover o desenvolvimento moral, intelectual e físico de; ensinar boas maneiras a: Cabe aos pais educar os filhos
2 Transmitir conhecimentos a; INSTRUIR
3 Cultivar-se, aperfeiçoar-se: Nunca é tarde para que a pessoa se eduque
4 Fazer com que (o animal) obedeça; DOMESTICAR
5 Buscar bom nível de desenvolvimento espiritual, moral etc. para (si mesmo): Educou -se na melhor tradição da família
6 Aclimar, adaptar (planta)
[F.: do lat. educare. Hom./Par.: educáveis (fl.), educáveis (pl. de educável [a2g.]). Ant. ger.: deseducar]

(A.DES.TRAR)
v.
1 Fazer ficar ou ficar, tornar(-se) (alguém, animal) treinado ou apto (a fazer algo); TREINAR(-SE); INSTRUIR(-SE). [td.: adestrar cães/soldados] [tdr. + em, para: adestrar animais para o circo: No curso os alunos adestram -se no uso de programas de computador] [int.: A função do professor é ensinar, e não adestrar]
[F.: a-2 + destro + -ar2; talvez do lat. addextare.]

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

QUANDO O SAMBA ERA SAMBA…

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Não sou do tipo saudosista, muito pelo contrário, aceito de bom grado as novidades, mas creio que as novidades que não são calçadas na tradição, prede-se pelo caminho. - "QUEM ESQUECE O PASSADO NÃO MERECE O FUTURO" (Xhundha).

 

O carnaval, esta festa que aprendemos a fazer com os europeus e que demos uma cara totalmente nossa e em cada região, cada cidade brasileira tem uma personalidade diferente, vem perdendo seu principal dispositivo, que é , ao meu observar, a simplicidade e congraçamento.
No Rio de Janeiro e Salvador, principais polos de difusão da festa, sem esquecer Recife, Porto alegre, etc. Tem havido mudanças que ferem a esta simplicidade por mim citado.
No Rio o principal marco deste massacre da leveza e do lado lúdico do carnaval é o desaparecimento do carnaval de rua e o enclausuramento das escolas de samba. Claro que se tornou um show bussiness, “Coisa para gringo ver”, mas perder o compasso do samba que virou uma marcha rancho e depois partiu para algo indescritível em termos de compasso e cadência, tudo por conta do tempo de apreentação ou sei lá o quê, é complicado.
Além disso a coisa da escola perdeu-se, pois nos passava a idéia de que cada escola iria mistrar suas criações no samba, batidas diferentes, samba no pé com inovações, etc. Cada quesito para diferençar e determinar que aqueles indivíduos pertenciam aquela escola e/ou comunidade.
Com o evento tomando proporções mundiais, passou-se a comprar passistas, mestres-salas, porta-bandeiras e madrinhas de bateria, estas sempre mulheres que nada tem a ver com a comunidade e são famosas em outras áreas e/ou apenas “popozudas”.
Aqui não tem nenhuma crítica a estas questões, apenas constato que a essência foi para as “Cucuias”, apenas isto e isto é vero.
Em Salvador, que falo com mais propriedade, tínhamos um espaço aberto para as mazelas sociais serem denunciadas com bom humor e para que se estravazassem todas as dores do dia-a-dia.
O poeta escreveu e o mundo cantou: “…A praça Castro alves é do povo…”, em uma clara menção de que o carnaval era do povo, totalmente do povo e sendo assim debaixo do sol todos se tornavam um cidadão comum.
Hoje em Salvador vemos jogadas de marketing mostrando artistas de outras praças e de outros estilos brilhando mais que os artistas que deveriam representar a verdadeira música soteropolitana, mas esta, está cambaleante.
Para onde foi o povo de salvador na hora da festa? Vá até a ilha, vá até os bairros e o encontrará.
Esta festa nos bairros que é um capítulo a parte, pois se alguns acham que é uma forma de manter o cidadão de baixa condição financeira mais perto da sua casa, tem uns que acreditam que é para se resgatar a ess~encia do carnaval de outrora, já eu tenho a certeza que a ideia é não mostrar este povo para o mundo e quanto mais “Gente bonita” eles mostrarem nas várias TVs que fazem cobertura, melhor.
Solução não há para isto, pois foi para onde desembocou o rio, o rio da ganãncia e da necessidade de fazer algo sempre parecido com a europa, esta ânsia do povo brasileiro de querer ser europeu a qualquer custo.
veremos cada vez mais o carnaval perendo a essência e no lugar dele aparecendo outra oisa que as pessoas ainda insistem em chamar de carnaval.
Ai você que leu até aqui o texto pode imaginar que estou desprezando esta nova festa e que nada há para que eu cite como coisa boa, lêdo engano, eu observo coisas boas e acredito que com boa organização, estes que foram colocados para fora da festa, possam fazer uma festa dos excluídos, desta feita rodeada de condições para que ela não seja mais roubada e transformada.
Para mim o carnaval era uma festa de alegria, festejo descompromissado e a forma de se livrar dos duros dogmas e imposições que a sociedade nos empurra goela abaixo, mas hoje ele se transformou em meio de vida para muitos e muito profissional para outros tantos, a ponto de gente brigar e matar por isto…
A alegria se foi do carnaval e a festa é outra…

Nos dois textos a seguir eu demonstro como era a minha visão do carnaval quando tinha 17 anos e como o vejo agora.
AOS 17 ANOS…

- CHEGOU FEVEREIRO
JÁ ME DÁ UM FRISSON
É TEMPO DE ESTAR NA AVENIDA
E FESTAR O NOSSO AMOR
ME ESPERA NÃO DEIXA EU IR SÓ NÃO
ME ESPERA EU QUERO SER O SEU AMOR
PRA DANÇAR
AO NASCER E PÔR DO SOL
PRA CANTAR
NA AVENIDA E SENTIR
O BATUCAJÉ DO TAMBOR
ENTÃO BEM
TUDO BEM
TODAS AS PEÇAS DESTA VIDA
DO MAIS FAMOSO AO ZÉ NINGUÉM
SE TRANSFORMAM SOB O CÉU
EM UM FOLIÃO MEU BEM

Hoje aos 47 anos…

CARNAVAL

Foi ali que eu te encontrei
Me apaixonei
Vestida de fantasia
Com quem você se parecia
Nem sei
Quem dera
Todos os dias
Fossem carnaval
Você vestisse aquela fantasia
E tudo voltase ao normal
Cadê aquela fantasia?
Por onde anda voce que eu conhecia?
Quem dera todos os dias
Fossem carnaval
Te ter linda e sensual
Não gostei da fantasia
Da vida real
Quem dera todos os dias
fossem carnaval
Você vestida com aquela fantasia
Que te fez divinal
Quem dera fosse hoje

CARNAVAL…

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