Começa um novo ano e me debruço sobre minhas reflexões. Observei atentamente mais um fim de ano, mais uma virada de ano e percebo que as atitudes não mudam.
Milhões de sentimentos misturados e todos na intenção de que por algum milagre as coisas mudem, mesmo sem mudarmos nossas atitudes.
Aos poucos vamos criando um exército de abnegados.
A busca pelo sobre natural é tremenda que se acotovelam no pequeno espaço da mente humana brasileira uma série de filosofias, observações, conclusões, travestidas de religiões.
Um verdadeiro exército buscando a glória individual, preocupando-se com temas do tipo: Homosexualidade alheia e esquecendo que os filhos estão sem educação e sem saúde, mas no fim tudo é uma questão de quem reza/ora mais ou menos.
É como se orar, rezar ou sei lá o quê, fôsse trazer este milagre tão esperado. Vamos nos tornando uma Índia (Com todo respeito à Índia), com uma diversidade temática sobre o mesmo, de dá inveja a qualquer plural.
E seguimos assim, divergindo sobre o que concordamos, elegendo um culpado para nossas derrotas pessoais, para nossas incapacidades ou nossos não saberes. Para tudo isto existe uma divindade pronta a levar o fardo da nossa incompetência.
Ser religioso virou moda e acada dia observo novos fiéis de alguma religião discorrendo sobre sua nova vida que continua a mesma.
Isto serve para individualizar ainda mais uma sociedade perdida e nos fazer mais fracos ainda, onde a demência toma conta de nosso povo e somos verdadeiros cordeiros fazendo aquilo que os poderosos querem: Impedir que o povo pense.
Cada grupo religioso bradando que é diferente e que conhece um caminho igual, mas diferente, para chegar até o olimpo humano, mas sem se desgarrar das criações humanas.
Que caminho é este que estamos percorrendo?
Por qual motivo temos tantas religiões nete país e menos escolas e hospitais?
Por qual motivo temos mais cadeias que escolas e hospitais?
Por qual motivo temos tantos policiais?
Estamos criando um exército onde os lemas são: É assim mesmo; É como Deus quer; Se Deus ajudar eu faço, etc e tals.
Temo que não verei esta sociedade organizada pra quebrar os poderes malévolos das instituições públicas, mas seguirei acreditando que "SOCIEDADE ORGANIZADA NÃO É REFÉM DO PODER PÚBLICO."
Ou nos organizamos ou estamos preprarando um mundo de horrores para as próximas gerações pagarem a dívida de nossa imbecilidade. E não adianta culparmos apenas os políticos ou elegermos uma divindade para carregar nossos fardos, seremso castigados de alguma forma com nossa atitude humilhada de sonharmos com um milagre que jamais acontecerá se não lutarmos por ele.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
UM NOVO EXÉRCITO:
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