Dois assuntos me chamaram a atenção neste fim/inicio de semana.
01 - A morte do cinegrafista Gelson Domingos, 46 anos, durante a cobertura de uma operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas na favela de Antares, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio.
02 - Prisão de uma quadrilah no Ceará que cobrava até 08 mil reais para ajudar a candidatos a passarem nas provas de concursos públicos.
O primeiro assunto que é a morte do cinegrafista da BAND que foi almejado com um tiro em uma cobertura jornalística.
Sem querer determinar se ele deveria ou não estar naquele lugar, nestas condições de guerra urbana, afinal vão dizer que é obrigação do veículo de comunicação de informar e também que é direito do cidadão de saber destas noticias.
As minhas dúvidas são:
Realmente estas noticias nos interessam no nosso dia a dia?
Realmente eles usam como noticia ou como sensacionalismo, estas imagens?
Será que vale a pena colocar em risco a vida de pessoas para lutarem por audiência?
Como diria o personagem de um quadro humorístico: Perguntar não ofende!
O que vejo destas coberturas jornalísticas, entre aspas, são verdadeiros exageros,um corre-corre onde o mais interessante é ter imagens de algo absurdo ou nefasto e quanto mais nojenta for a imagem, mais audi~encia dá.
Bom, não quero dizer que é culpa das emissoras, afinal se tem imbecis que se deliciam com tais noticias e imagens, eles querem mais é ganhar dinheiro. Só existe comércio quando há comprador do produto, sem comprador não há vendedor, ou por acaso alguém vende ovos em um galinheiro? Desconheço alguém vendendo "Pum" (flatulência) engarrafado.
Uma vida que se foi e para a presidente do sindicato, Suzana Blass, a morte do cinegrafista foi uma tragédia anunciada, porque os coletes fornecidos pelas empresas de comunicação não resistem a tiros de fuzil. Tradução, não seria mais viável investir em equipamentos mais modernos deixando o profissional mais distante da área de tiro? Ou será que ela quer que o profissonal vá para a zona de guerra com uma armadura da cabeça aos pés?
O segundo assunto, tal como o primeiro, tenho mais dúvidas que certezas, mas que está na esteira do produto, do comprador e do vendedor, esta relação de comércio, pois uma quadrilha cobrava até 08 mil reais para ajudar a candidatos de concursos públicos na hora das provas usando equipamentos eletrônicos e passando a tal famosa "Cola".
Que existam pessoas canalhas a ponto de vender este tipo de produto, eu entendo, tem gente que faz qualquer coisa pra ganhar dinheiro, mas gente que aceita tal proposta, me entristece muito. Engraçado que o concurso onde a policia fez a operação e prendeu os envolvidos era um concurso de agente penitenciário, ou seja, depois de passar, se obtivessem sucesso, estes candidatos acostumados a fraudes, aceitariam qualquer grana para oder colocar armas, drogas e celulares na cadeia, não acham?
Que tipo de sociedade é esta que temos e estamos formando?
Roubar é uma ação comum entre nós, parece um exercício, um esporte, um hobby.
Quando assistir a um filme americano e o bandido do filme disse no final que roubará e virá para o Brasil, não mais me irritarei.
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