Pensamos a política brasileira como pensamos nossas partidas de futebol.
Quando um time ganha, todos ficam alegres e esquecem os erros da partida, os vacilos do time, como se aquele campeonato fosse o último das suas vidas. Quando perdemos, procura-se o culpado e embora 11 ou 14 estejam em campo para buscar um resultado, só um se torna o “Cristo”, o pobre coitado que vai par o paredão.
Na política agimos da mesma forma.
Quando nos livramos do autoritarismo dos governos militares, ceifamos qualquer que fosse as coisas boas, se é que existiram, dos militares e nos entregamos docemente na mãos dos populistas.
Ninguém percebeu que o governo que se sucedeu ao militarismo era de um cidadão que estava nas fileiras dos militares, que foi um sanguessuga da pátria. Mas estávamos tão atarantados em nos livrar do julgo do militarismo que nos entregamos de corpo e alma ao desconhecido.
Aquela organização que existia (Se é que existiu) para derrubar os militares se dissolveu e tal como uma final de campeonato, não se observou os defeitos e os campeonatos próximos a disputar.
Será que não houve erros dos que destituíram o militarismo?
Será que não haveria, agora, depois dos militares, a necessidade de se organizar para cuidar daquilo pelo qual lutamos tanto?
Hoje há uma corrente que tenta se livrar do PT e do seu julgo, da mesma forma que quisemos nos livrar dos militares.
Será que estes lembram-se de que fomos nós que imploramos para que o PT tomasse conta do Brasil?
Somente depois de Lula se tornar aquela “Carinha” da qual os brasileiros gostam, o “Lulinha paz e amor” é que o PT tomou posse daquilo que sonhara tanto.
Mas a que preço? Alguém perguntou?
Lembro-me de ter discutido com um colega sobre a eleição de Lula e do PT e naquele momento eu reiterava minha preocupação com as alianças que o PT teria que fazer para alcançar o poder, afinal o PT sempre estaria no poder, mas não teria o poder, vide Sarney, ACM, etc.
Queriam a pureza politica no PT, esta nunca existiu, pois para se infiltrar tiveram que vender a alma ao diabo, literalmente e quem paga a conta somos nós, os brasileiros.
Mais uma vez estamos nos preparando para tirar o poder de uma mão para entregar a outra, tão ou mais cruel algoz virá e lembraremos do passado e sentiremos saudades.
Tal como uma mulher que busca em um marido a sua melhoria de vida, o Brasil vai se entregando aos braços de um e de outro, sem perceber que se não se cuidar e não se organizar, ficará como esta mulher, desesperada e mudando de opressor. Se não nos melhorarmos como sociedade estaremos fragilizados e portanto entregues a qualquer algoz.
Infelizmente, me convenço a cada dia (Se bem que isto não quer dizer nada), de que só com a organização da sociedade é que nós poderemos sonhar com um dia em que o Brasil se tornará nação.
Querer que um só jogador, pegue a bola, drible todos os adversários e faça trocentos gols é o mesmo que queremos da politica brasileira, que apareça um “SALVADOR DA PÁTRIA” que com sua espada se livre de todos os males sociais que temos e que nos leve à redenção e nos tornemos uma nação.
Isto só dá cero no cinema, no romance, pois na vida real, desconheço qualquer nação que tenha sido organizada a partir de um homem, sem que a sociedade se prepare par as mudanças.
Nós não conseguimos nem seguir as leis de trânsito, como podemos exigir que os políticos nos levem a sério?
A regra é cada um fazendo um pouco e assim conseguir juntar os pedacinhos e nos tornamos uma sociedade digna.
Engraçado que muitos estão seguindo as ideias da oposição, que quer apenas tomar o poder, estão no processo do quanto pior, melhor e mesmo assim estão conseguindo adeptos.
Leis, força bruta, etc. Nada fará o Brasil seguir senão a organização da sociedade.
No mais é apenas sonho de uma criança assustada que espera um …Super-homem que venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história…
TRISTE BRASIL

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